
Até o final do mês de março, o Museu de Arte Contemporânea (MAC), em sua sede do Parque Ibirapuera, recebe a exposição Cidades Imaginadas, com obras que tem como tema leituras múltiplas, subjetivas e pontuais de metrópoles em geral, mas sendo fácil perceber a pulsante São Paulo na estética dos quadros.
Apesar disso, a mostra não trata da relação entre os homens e uma cidade específica, mas sim do imaginário artístico acerca de uma questão tão central na vida do homem contemporâneo quanto a metrópole.
Estão expostas obras de três artistas convidados: Waldo Bravo, Hélcio Magalhães e Jonathas de Andrade. Cada um exprime, por meio de sua arte, uma percepção particular acerca do tema em comum.
Waldo Bravo, chileno que mora no Brasil há cerca de 30 anos e que por causa disso desenvolveu uma relação especial com São Paulo, apresenta duas releituras, em vídeo e fotografia, do cotidiano imagético das grandes cidades, com a característica overdose de referências e pontos de vista.
Já Magalhães mostra seu fascínio pela capital paulista em dois painéis fotográficos de grandes dimensões, concebidos a partir de imagens recolhidas durante vasto mapeamento das paisagens e personagens de São Paulo.
Por fim, o jovem Jonathas de Andrade parte do real para criar uma ficção, lançando mão de elementos como o resgate de histórias anônimas, a tradicional técnica da sondagem e até mesmo a representação cartográfica.
Cidades Imaginadas
Até 31 de março
Museu de Arte Contemporânea (MAC)
Parque do Ibirapuera: av. Pedro Álvares Cabral, s/n°, portão 3, prédio da Bienal
Informações: (11) 5573-9932 / 5255

Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Siga-a no Twitter.

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