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Reviews // Artes Cênicas

Artes Cênicas \ por Priscila Armani \ 28.01.2010

Gandhi, um líder servidor

João Signorelli é Gandhi, um líder servidor e traz ao público um discurso pela paz

Depois de tanto tempo interpretando o líder indiano, a simbiose entre ator e personagem é impressionante.

João Signorelli é Gandhi, um líder servidor

Já há mais de seis anos em cartaz, o monólogo Gandhi, um líder servidor estará até o dia 27 de fevereiro no Espaço Cultural Alberico Rodrigues, em São Paulo.

Protagonizado pelo ator João Signorelli e escrito por Miguel Filiage, a peça, que já foi vista por mais de 10 mil pessoas, é baseada nos discursos e cartas escritas por Gandhi, convidando o espectador a refletir sobre questões como liderança, não-violência, princípios ético-filosóficos nas relações humanas, integração, cooperativismo e amor.

O espetáculo começa com Gandhi anunciando o início de mais um jejum para despertar a consciência dos líderes do Ocidente e do Oriente para a paz mundial, propondo que os povos deixem de se alimentar de pensamentos desequilibrados, preconceitos e sentimentos sombrios.

O cenário é simples. As cores pastéis predominam. A composição toda combina com os trajes que o protagonista usa. Há tamanha graciosidade e delicadeza nos gestos e na voz que o público é envolvido por grande ternura e não é difícil esquecer que estamos vendo um ator discursar. Signorelli é o próprio Gandhi e, ao mesmo tempo, é ele falando do que pensa. A voz do líder se tornou a mesma do ator.

Tendo a filosofia oriental como fundo, Gandhi, um líder servidor coloca a todos como seres humanos iguais, em busca de novas experiências e de evoluir através do amor e da paz.

Detalhes

Gandhi, um líder servidor
Até 27 de fevereiro
Espaço Cultural Alberico Rodrigues
Praça Benedito Calixto, 159
Informações: (11) 3064-3920

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Sobre o autor

Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Siga-a no Twitter

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