
Dentro de exatos dois dias, o disco Made in The Dark, do Hot Chip, completará dois anos de seu lançamento oficial. Não há dúvidas de que, com esta pequena empreitada, a banda de eletropop, até então relegada ao underground londrino, tomou contornos mundialmente mais amplos.
Não há demérito algum na produção de um disco que conta com um single como Ready for the Floor. Apelativo até mesmo em seu sentido imagético, alçou a banda (que já tinha experiência de dois outros trabalhos anteriores) ao status de referência pop da atualidade.
One Life Stand, disco que a banda lança neste início de fevereiro (seria esta a data da simpatia?), possui grandes chances de se tornar um disco natimorto com meia dúzia de razoáveis singles. Não se trata de um disco ruim, mas se comparado a Made in The Dark, estagna no lugar comum.
Thieves In The Night é exatamente o suprassumo desse argumento. Ela abre os trabalhos e, como tal, deveria ser a síntese do conjunto final. Teclados e sintetizadores são pano de fundo para a voz ímpar e inconfundível de Alexis Taylor. A estética aponta novamente para a New Wave de várias cores e muitos movimentos. Hand Me Down Your Love pauta-se mais na balada cadenciada com arranjos passageiros de cordas. I Feel Better caminha na mesma direção.
One Life Stand, faixa título, consegue ser bem sucedida quando valoriza batidas graves sob agudos sintetizadores, mas peca quando joga ao primeiro plano uma vocallização desnecessária e cheia de delays. Brothers, em seguida, passeia pelo negrume dark/eletrônico revisitado inúmeras vezes por bandas indie de menos quilate. Slash tem tendências eruditas, enquanto Alley Cats conta com backin vocal feminino, enriquecedor, mas queimado apenas nos primeiros momentos da faixa. We Have Love é a mais subversiva e dançante. Keep Quite é introspectiva, mas não chega a causar ambientação suficiente, mesmo contando com a sofisticação de pianos. Take It In fecha o disco como um dos pontos altos, sinérgica e dinamicamente 'cinematográfica'.
Se a repetição de si mesmo é uma constante em One Life Stand, pelo menos no aspecto videoclipe a banda continua com boas ideias. Confira o vídeo da faixa título:

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Gravado em 1969 por Alexander "Skip" Spence, Oar se tornaria referência inconteste.

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