
Escutar o Black Rebel Motorcycle Club (BRMC) é navegar por tão variadas influências quanto possíveis para um trio de californianos que, dizem, tiraram do filme The Wild One o nome da sua banda, em referência a uma gang de motoqueiros liderada por Johnny Strabler (Marlon Brando) nas telonas.
Para os que conhecem a sonoridade do Black Rebel Motorcycle Club, do disco de estreia homônimo, de 2001, ao último The Effects 333, de 2008, pouca coisa varia dentro de um universo que contempla garage rock, blues e psicodelia.
Para completar a lista de seis trabalhos de estúdio, a banda apresenta Beat The Devil's Tattoo, com 13 faixas passeando pelo mesmo dinamismo de trabalhos como Take Them On, On Your Own, dentro de um escopo energético e quase letárgico, mas sempre de guitarras sujas e dos vocais característicos de Peter Hayes, banhados a generosas doses de delay's.
Beat The Devil's Tattoo, faixa homônima, inicia os trabalhos no blues desértico e um riff arrasador. Em Conscience Killer, o BRMC vale-se do recurso voz em duo sob o qual guitarras saturadas harmonizam de forma proeminente, reforçando a tendência lo-fi da banda.
A partir daí inicia-se uma série de canções de melodia marcante, dinâmicas garageiras e muito experimentalismo, até que River Styx junta riff blues a timbres saturados para entrar na segunda metade do disco em grande estilo. O final conta ainda com Shadow's Keeper articulando-se como pós-punk de espírito e Half-State para encerrar, fazendo jus às reverberadas guitarras californianas.
Ouça a faixa hômonima do disco, Beat The Devil's Tattoo:
O Opperaa é uma revista de crítica de arte, criada no início de 2008. É pop e segmentada, local e global. Aqui, você encontra:
Aproveite para nos seguir no Twitter, acompanhar atualizações pelo canal RSS ou enviar-nos email com sugestções, dicas, críticas. Para anunciar, você também pode utilizar nosso canal de contato.