
Formado em 1991, o Apples in Stereo é uma destas bandas de carreira sólida e referência inconteste. São ao todo 7 discos (contando com o que está para ser lançado), além de vários EP's, singles e faixas em coletâneas.
De início, com uma sonoridade mais volta para um lance sessentista a la Velvet Underground, a trupe do vocalista Robert Schneider foi aos poucos moldando sua sonoridade e caminhando rumo a tendências pop de superlativos eletrônicos, sem perder parte de sua psicodelia.
Traveller In Space And Time, sucessor de New Magnetic Wonder (2007), está sendo lançado agora e reforça essa máxima. Com vários elementos eletrônicos, tem músicas que basicamente se constroem em torno de um clima flutuante, de delays pomposos e baterias pop, típicas do Apples in Stereo.
Dream The Future e Hey Elevator são simples e abusam de sintetizadores para harmonizarem com vozes digitais e um clima divertido. Dance Floor é um dos pontos altos da primeira etapa, com ritmo dançante e bem definido por bases marcantes.
C.P.U é a faceta experimental, em lo-fi e tomada de efeitos digitais, enquanto Dignified Dignitary vira o disco na antítese, com guitarras e porção orgânica recheda de vocais no melhor estilo Beach Boys. Ainda na mesma “praia”, It's All Right é um power pop que agradará fãs de Brendan Benson, e Next Year At About The Same Time o ponto mais alto do disco. Uma faixa suja, de guitarras dotadas de fuzz e um vocal juvenil em duo com teclados psicodélicos.
*Escrevendo sobre o Apples in Stereo, encontro um curta dirigido pelo Elijah Wood como cientista entrevistando o Robert Schneider, vocalista da banda. Em determinado trecho, há uma palinha do Apple in Stereo. Divertido, confira!
O Opperaa é uma revista de crítica de arte, criada no início de 2008. É pop e segmentada, local e global. Aqui, você encontra:
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