Opperaa . Mondo Cult Magazine

publicidade

Reviews // Música

Música \ por Salomão Terra \ 09.03.2010

Pavement

Pavement revisa-se com Quarantine The Past

Em hiato desde 1999, a banda visita seu passado com a coletânea Quarantine The Past

Pavement

O indie é o remédio. Pavement a bula. Stephen Malkmus o farmacêutico. Ok, nesta farmácia de portas fechadas, grande estoque e generosas doses de soro pop, ainda há muito o que se descobrir.

Quarantine The Past pode ajudar enfermos que necessitem de medicação de qualidade. A coletânea (neste caso sem contraindicações) resgata toda a historieta do grupo que fundado em 89, encontrou fim prematuro em 1999, após o lançamento de Terror Twilight.

Das 23 músicas do disco, 13 são dos álbuns Slanted & Enchanted e Crooked Rain, Crooked Rain, os dois primeiros da banda, gravados entre 1991 e 1994. Aliás, o primeiro esteve entre diversas seleções especializadas dos melhores discos da década da 90 pelo menos entre as cinco primeiras posições. O segundo também aparecia nas listas, embora em posições menos privilegiadas.

Gold Soundz, faixa que abre o disco esteve no trabalho de estreia da banda e diz muito por si só. Ela tem riffs juvenis e a voz de Malkmus naquele estilo inconfundível de se cantas sem pretensões, de forma largada. Mais a frente desnecessário dizer que Stereo, abertura de Brighten the Corners (quarto disco lançado em 1997), foi responsável por alçar de vez a banda ao patamar de referência primordial para qualquer sonoridade indie rock. Esta talvez seja a canção mais famosa do grupo.

Two States volta às origens com um andamento demarcado por bateria bem ritimada. Há um entrecorte de guitarra dotada de fuzz e agressiva. Cut Your Hair, do segundo disco, já apresenta um Pavement de contornos pop e sonoridade limpa. A faixa é simplesmente fantástica abarrotada de frases como "Sou só um garoto com um novo corte de cabelo". Shady Lane/J vs. S, por sua vez, é dessas bases bem sóbrias com melodia tristonhas e um refrão marcante.

A segunda metade do disco conta com faixas como Date w/ IKEA, um experimentalismo de cores explosivas e guitarras proeminentes, e Debris Slide, que de tão suja chega a arrepiar a espinha. Já Spit on a Stranger demonstra o ponto final. Mais calma e de produção em alta qualidade, ficou marcada por abrir o último trabalho da banda.

Para relembrar um pouco, confira o vídeo de Stereo com as caras e bocas de Stephen Malkmus:

Detalhes

Mais do Pavement pode ser conferido em seu Myspace.

Relacionadas

The Charlatans

Who We Touch e o passo posterior do The Charlatans

Garotas Suecas

Garotas Suecas lançam Escaldante Banda

Everything in Between: a busca pela maturidade do No Age

Everything in Between, a busca pela maturidade do No Age
Sobre o autor

Curte bares discretos, livrarias e feriados prolongados e vazios. É Jornalista, amante de literatura, música e tecnologia. Siga-o no Twitter ou no Facebook

Opperaa.com . Mondo Cult Magazine

O Opperaa é uma revista de crítica de arte, criada no início de 2008. É pop e segmentada, local e global. Aqui, você encontra:

  • Críticas e reviews de arte
  • Cultura Pop, indie...
  • Colunismo cultural
  • Pessoas e lugares da arte

Aproveite para nos seguir no Twitter, acompanhar atualizações pelo canal RSS ou enviar-nos email com sugestções, dicas, críticas. Para anunciar, você também pode utilizar nosso canal de contato.

2008 - 2010 | REVISTA OPPERAA