Opperaa . Mondo Cult Magazine

publicidade

Reviews // Música

Música \ por Salomão Terra \ 26.07.2010

Light Pollution

Light Pollution e a psicodelia de Apparitions

Em seu debut musical, Apparitions, o quarteto de Chicago aporta no caminho entre o indie e o pop psicodélico

Light Pollution

No vocábulo científico, a Poluição Luminosa é definida como um tipo específico causada pela luz excessiva ou obstrusiva criada por humanos. Essa poluição é danosa a ecossistemas, à saúde, à iluminação urbana e até à observação dos astros.

No vocábulo pop, e de forma bem menos danosa, o Light Pollution é um quarteto formado em Chicago que lança agora Apparitions, primeiro disco que brinda ouvintes com uma viagem climática do indie rock ao pop psicodélico, com vocais flutuantes de Jim Cicero.

Sob o ponto de vista histórico, o Light Pollution não foi formado por nenhum músico descendente de outro grupo mais famoso. Tão menos teve trilha em jogos de vídeo-game ou filme. É apenas uma das tantas bandas da cena independente duma safra recente que aposta numa vertente menos eletrônica (novaiorquina) ou ensolarada (Californiana).

O álbum Apparitions é aberto por Good Feelings, que traz camadas em loops de sintetizadores, como aquelas encontradas no Animal Collective. A partir daí, guitarras e baixo acrescentam  desordem no melhor estilo shoegaze, abrigando o tenor Jim Cicero, como a polpa da canção. É sem dúvida uma faixa vigorosa para uma abertura marcante.

Oh, Ivory vem em seguida sendo marcada pelos staccatos no piano, numa viagem típica da década de 50, abocanhada por uma dinâmica que inclui violoncelo, violino e xilofone. Drunk Kids e Fever Dreams a procedem de forma mais digerível, barulhenta e juvenil. Aqui, há quase uma bricolagem com o brilho de melodias dançantes, tipo Pet Shop Boys.

Na virada do disco, Deyci, Right On, acrescenta momento de órgãos proeminentes, com levada calma e quase musicoterápica. Bad Vibes e All Night Outside vão pela mesma direção, mas valendo-se de tecnologias digitais e vocais múltiplos, continuamente, para se estruturarem.

Próximo ao encerramento, Witchcraft brinca com algumas técnicas de batida interessantes. Synths andam em um compasso, enquanto a bateria orgânica em outro. Cicero entra com vocais numa outra velocidade, e tudo se junta criando uma complexa teia harmônica e melódica, mas de aprazível audição.

Para finalizar, e talvez deixar clara as intenções do Light Pollution com seu debut, Ssslowdreamsss é a faixa mais longa, e sem dúvida a mais propensa a devaneios. Aqui, uma sucessão de belas harmonizações em teclados sintetizadores são a cama ideal para vocais arrastados e translúcidos.

Detalhes

Ouça mais do Light Pollution em seu Myspace.

Relacionadas

Everything in Between: a busca pela maturidade do No Age

Everything in Between, a busca pela maturidade do No Age

Mogwai

Mogwai revisita-se com Special Moves e Burning

Ra Ra Riot

The Orchard é a segunda empreitada do Ra Ra Riot
Sobre o autor

Curte bares discretos, livrarias e feriados prolongados e vazios. É Jornalista, amante de literatura, música e tecnologia. Siga-o no Twitter ou no Facebook

Opperaa.com . Mondo Cult Magazine

O Opperaa é uma revista de crítica de arte, criada no início de 2008. É pop e segmentada, local e global. Aqui, você encontra:

  • Críticas e reviews de arte
  • Cultura Pop, indie...
  • Colunismo cultural
  • Pessoas e lugares da arte

Aproveite para nos seguir no Twitter, acompanhar atualizações pelo canal RSS ou enviar-nos email com sugestções, dicas, críticas. Para anunciar, você também pode utilizar nosso canal de contato.

2008 - 2010 | REVISTA OPPERAA