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Reviews // Música

Música \ por Salomão Terra \ 27.07.2010

Wavves

A nova onda do Wavves com King of Beach

Após surtos do vocalista Nathan Williams eles estão de volta com o lançamento de King of Beach

Wavves

Falar em Wavves é relembrar o episódio fatídico (em termos performáticos) ocorrido com a banda no Barcelona Primavera Sound Festival, em 2009, quando o vocalista metido a doidão Nathan Williams pousou de ridículo ao subir no palco completamente drogado e, na impossibilidade óbvia de executar qualquer música, foi vaiado pelo público, brigou com o batera além de ter cancelado a turnê de seu segundo álbum voltando rapidamente à terra de origem.

O episódio foi ainda mais potencializado quando vídeos foram publicados no Youtube, textos em blogs e publicações especializadas colocaram uma tampa na expectativa criada em torno da banda.

Originários de San Diego (Califórnia), e em atividade desde 2008, o Wavves parecia ser um destes conjuntos que se predispõe a investir em na criação fuzzy, garageira, shoegaze e jovialmente inconseqüente. Guitarras apressadas e sujas, com linhas de bateria facilmente assimiláveis eram quase o extrato de trabalhos (Wavves, álbum homônimo de 2008 e Wavvves, de 2009) com vocais raramente potencializados.

Mas a história muda de lado com seu mais recente lançamento, King of Beach. Tudo certo se o disco dificilmente figurará entre os principais do ano (em termos estruturais), mas parece ter sido uma evolução significativa no som da banda, que agora passa a contar com Billy Hayes e Stephen Pope, após a saída do baterista Ryan Ulsh (que no episódio de Barcelona discutiu em cima do palco com o “companheiro” de banda).

King of Beach tem em sua essência dois lugares comuns: o lado praieiro surf e o indie pop da década de 90. A faixa homônima que abre os trabalhos consegue juntar um pouco das duas coisas, sobretudo com a sobreposição de vocais e a bateria pulsante. Mais à frente, Idiot é um dos pontos altos com uma inconseqüência quase punk. Take on the World carrega em si uma carga expressiva da Manchester dos anos 80.

Quase ao final, Green Eyes é um ponto alto, de roupagem quase eletrônica, e harmonias encorpadas por breves teclados e samplers. Para finaliza, Baby Say Goodbye é inteiramente sessentista e aprazível, com sacações pop, no estilo assobios e vocais ie-ie-ie!

Detalhes

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